SEMINÁRIO DE ENCERRAMENTO DO PROJETO INOVSTART

SEMINÁRIO DE ENCERRAMENTO DO PROJETO INOVSTART

O Grande Hotel do Luso recebeu no dia 16 de julho o Seminário de Encerramento do Projeto INOVSTART, promovido pela Associação Comercial e Industrial da Bairrada e da Aguieira (ACIBA), com o apoio da Consulset, empresa que presta os mais variados serviços, nomeadamente, contabilidade, formação profissional e consultadoria.

O projeto teve uma duração de ano e meio, e foi implementado nos cencelhos da Mealhada, Mortágua e Penacova. O seminário de encerramento consituiu assim o finalizar de um ciclo que ajudou a constituir 8 (oito) empresas na região. Segundo o coordenador e consultor da Consulset, Alexandre Cardoso, estão para breve a constituição de mais 6 (seis) empresas.

Carlos Pinheiro, presidente da ACIBA, referiu que o trabalho desenvolvido durante o tempo de implementação deste projeto “não foi fácil” e afirma que um dos grandes motivos foram os atrasos nos pagamentos por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro. Ainda assim, o presidente da ACIBA pretender continuar com a parceria com a instituição, deixando a indicação de que aquilo que é necessário é mais rapidez no desbloqueio dos fundos comunitários, porém Carlos Pinheiro tem esperança que “depois desta sessão vamos consegui-lo”.

Em representação da CCDR do Centro esteve Jorge Brandão, que admitiu ter “perto de 700 pedidos de pagamentos (de candidaturas)”, facto que entende ser “fortemente penalizador para os beneficiários”. Jorge Brandão sublinhou ainda a importância das ações coletivas de empreendedorismo levadas a cabo pela ACIBA, e reconhece que “os sistemas de incentivo usados na região privilegiam Aveiro e Leiria, onde já existe um tecido empresarial forte”. “Os três municípios – Mealhada, Mortágua e Penacova – têm mais dificuldade de aceder aos incentivos. (…) Na região recebemos mais de 300 candidaturas, número largamente superior às expectativas”, referiu Jorge Brandão.

A realização do projeto promovido pela ACIBA passou, essencialmente, pela prestação do serviço de consultadoria, disponibilizado a título gratuito, para todos os empreendedores que procuraram o apoio do INOVSTART. A Mealhada foi a que registou maior número de empreendedores acompanhados (59), seguindo-se Penacova (20) e Mortágua (6).

O principal objetivo deste projeto era “estimular e apoiar o empreendedorismo”, criando novas empresas, para isso a empresa de consultadoria disponibilizou “serviços de apoio financeiro, de marketing, comunicação, criação de logomarca, merchandising, de forma a fazer chegar os projetos às pessoas”, referiu Alexandre Cardoso.

Para alcançar “onze mil e trezentas e cinquenta pessoas (nove mil estudantes e recém-formados e dois mil desempregados ativos)” o INOVSTART contou com o apoio das parcerias estabelecidas “com os municípios, o Politécnico de Coimbra, CEARTE, EPVL, Universidade de Coimbra, Universidade de Aveiro, IEFP e alguns órgãos de comunicação social”.

Uma das ações desenvolvidas pela INOVSTART foi a criação de “três gabinetes de apoio ao empreendedor, onde foram recebidas todas as pessoas que tinham interesse em empreender, para esclarecer, tirar dúvidas, incentivar, apoiar e acompanhar potenciais investidores”, esclareceu Alexandre Cardoso.

A fechar esta sessão Cláudio Matos, vice-presidente da ACIBA, tomou a palavra para agradecer a todos os empreendedores que participaram neste projeto, bem como o empenho de todos os técnicos, acrescentado que este “é um projeto contínuo”. Francisco Carriço, presidente do conselho de administração da Consulset, usou da palavra e começou por enaltecer os responsáveis deste projeto pela “a capacidade de serem inovadores, integradores de três concelhos e proativos”.

Para além disso, o responsável pela empresa de consultadoria, parabenizou todos os que “criaram um negócio e o levaram em frente”, referindo que “hoje em dia ser empreendedor, neste país, é muito difícil” e acrescenta que “os incentivos do Estado são fundamentais para o início do negócio (…) sendo que a contribuição (a fiscalidade de Portugal) constitui um enorme penalizador para as micro e pequenas empresas”. Francisco Carriço recordou ainda que os “os fundos comunitários de apoio estiveram parados durante dois anos e meio, por causa do Estado” e isso terá sido uma das razões para a “quebra da confiança dos portugueses e para a baixa concretização de projetos em Portugal”.

“Quando incentivamos empreendedores a ser empresários é uma luta que nunca mais tem fim. O projeto não acabou agora, começou agora”, refere Francisco Carriço.

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